07 April 2020

Psicologia online

Porque a Saúde Mental é ainda mais importante nesta fase e deve ser acessível a todos, durante o estado de emergência, todas as minhas consultas serão realizadas à distância (vídeochamada ou telefone) e terão um valor de Responsabilidade Social.


18 March 2020

Medo, para que te quero?



Atualmente, vivemos com medo. Medo pela nossa vida, pela vida dos nossos e pela da humanidade.

Esse medo vai permitir proteger-nos, a nós e aos outros. Vai levar-nos a respeitar as recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde): lavar frequentemente as mãos, ter etiqueta respiratória, manter distanciamento social e ficar em casa.

O medo é uma emoção básica e universal, que assim como as outras emoções primárias (alegria, tristeza, zanga, nojo e surpresa) quando é adequado ao contexto vivenciado, tem uma função adaptativa e de sobrevivência.

Diferentemente da zanga e da tristeza, o medo está habitualmente relacionado com o futuro. É uma espécie de aviso sobre a possibilidade de alguma ameaça, que neste momento é real. O medo prepara-nos para o perigo e faz-nos procurar segurança. Ficamos alerta para algo que está prestes a acontecer. É uma reação de luta ou fuga que leva a modificações fisiológicas: os músculos ficam tensos (o que nos deixa prontos a lutar ou fugir), a respiração acelera e é superficial, os batimentos cardíacos aumentam, os olhos ficam abertos e alerta, o que nos deixa mais despertos e conscientes. Estas modificações físicas preparam-nos para enfrentar o perigo, para detetá-lo adequadamente, para eliminá-lo ou para fugir. Este é o propósito do medo.

Quem não tem medo, desde que não excessivo e paralisante, está em perigo.

Tenha medo e cuide dele:

1 - Faça tudo o que está ao seu alcance e é recomendado pelas autoridades de saúde para se proteger e proteger os outros. Isto dará alguma sensação de controlo.

   2 - Cuide do seu corpo e da sua mente: mantenha as suas rotinas habituais dentro do possível, faça exercício, alimente-se de forma adequada, medite, fale por telefone com familiares e amigos, realize atividades que gosta.

  - Não entre em desespero e, se isso acontecer, não tenha vergonha em pedir ajuda a um psicólogo.
   
   4 - Mantenha-se esperançoso e confiante. O medo vai permitir que uns lutem contra a ameaça (profissionais de saúde, forças de segurança, entre muitos outros) e outros fujam (isolando-se e protegendo-se).

    Catarina Barra Vaz


12 March 2014

Stress - Depois de o identificar, combata-o!


A sociedade moderna encara, na maior parte das vezes, o stress como algo de negativo, mas, na sua definição, “o stress é um conjunto de reacções orgânicas e psicológicas de adaptação que o organismo emite quando é exposto a qualquer estímulo que o excite, irrite, amedronte ou o faça muito feliz”. (Hans Selye)

Determinados acontecimentos, como a viuvez, o divórcio, doença ou incapacidade física, casamento, desemprego, guerra, catástrofes naturais, nascimento de um filho, excesso de trabalho, entre outros, provocam um desequilíbrio entre as solicitações que são feitas ao indivíduo e os recursos de que dispõe para lhes responder.
Biologicamente, face a este desequilíbrio, a hormona cortisol é produzida e libertada, aumentando a pressão arterial, o açúcar no sangue e a tensão física e psicológica. O organismo entra em modo de sobrevivência, parando de renovar células e tecidos para concentrar toda a energia que consegue.
Contudo, na maioria das vezes temos de e conseguimos utilizar estratégias de coping (lidar com/enfrentar/superar) para restabelecer a ordem interior, eliminando o stress. Assim, o stress só constitui um risco para a segurança e a saúde quando se torna persistente.

Podemos diferenciar vários tipos de stress (usando a terminologia anglo-saxónica):
Stress agudo. Surge em situações extremas, normalmente de perigo de vida, como cenários de guerra, catástrofes naturais e acidentes, em que é desencadeada a resposta de luta ou fuga.
Stress crónico. Resulta de questões da vida diária como contas, filhos, trabalho, etc., quando ignorado e persistente.
Eustress. Originado por acontecimentos positivos como o nascimento de um filho, casamento, promoção, etc.
Distress. Com origem em acontecimentos de vida negativos como viuvez, divórcio, desemprego, dificuldades no trabalho, etc.


Deve-se ressalvar que, por vezes, níveis de stress medianos aumentam e melhoram o nosso desempenho.
Nos casos de distress, especialmente crónico, podemos destacar vários efeitos no indivíduo:
Emocionais: irritabilidade, ansiedade, perturbações do sono, depressão, hipocondria, alienação, esgotamento, problemas familiares;
Cognitivos: dificuldades de concentração, de memória, de aprendizagem e de tomada de decisão;
Comportamentais: impulsividade, abuso de substâncias, perda de apetite ou grande aumento;
Fisiológicos: dores lombares, défice imunitário, úlceras, problemas cardíacos, hipertensão, anergia, problemas de pele.


Caso se encontre em stress pode adoptar algumas estratégias simples para o regular:
- Pratique exercício físico;
- Evite o consumo de substâncias estimulantes;
- Durma bem;
- Pratique exercícios de respiração, relaxamento e meditação.

Catarina Barra Vaz