Porque a Saúde Mental é ainda mais importante nesta fase e deve ser acessível a todos, durante o estado de emergência, todas as minhas consultas serão realizadas à distância (vídeochamada ou telefone) e terão um valor de Responsabilidade Social.
Catarina Barra Vaz - Doctoralia.com.pt
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07 April 2020
13 February 2013
Tristeza: uma emoção essencial
No nosso dia-a-dia, confundimos muitas
vezes tristeza e depressão. No entanto, a primeira é uma emoção, comum a todos os seres humanos e
essencial à sua sobrevivência, na maioria das vezes adaptativa, enquanto que a
segunda, já é uma perturbação emocional.
Sendo assim, porque ficamos tristes?
A tristeza é uma resposta a uma perda de
algo ou de alguém, normalmente relacionada com um acontecimento já ocorrido, ou
seja, ligada ao passado.
A maioria das pessoas depois de chorar fica com uma sensação de alívio. A tristeza permite-nos descansar, a recuperar as energias e ajudar-nos a deixar ir o que já perdemos, o que já acabou e a abrir espaço para novos acontecimentos. Após a sua expressão adequada, renovamo-nos, entregando o passado ao passado e movemo-nos para o presente, para o “aqui e agora” prontos e abertos para novas possibilidades. A tristeza tem também uma função adaptativa na nossa relação com os outros, uma vez que provoca empatia e cuidado, convida ao consolo e à ajuda por parte dos outros.
Assim, não é de todo saudável reprimir a tristeza. Só sentindo-a, contrariamente ao
vinculado na nova corrente da Psicologia Positiva, poderemos elaborar a perda,
seja ela qual for: ente, querido, emprego, objecto pessoal, etc. Devemos
dar-lhe espaço, para mais tarde, qual “Fénix renascida das cinzas”, nos reerguermos
mais capazes e confiantes.
02 January 2013
Depressão
A depressão afecta 20% da população
portuguesa e tem causas variabilíssimas
desde factores situacionais/ambientais a biológicos: perda de um ente querido, dificuldades relacionais, desemprego, dificuldades na adaptação escolar/profissional, abuso de
determinados medicamentos, drogas ou álcool, predisposição genética, desequilíbrios
neuroquímicos, entre outras.
Segundo os técnicos de saúde mental, a depressão pode ser dividida em três grandes categorias:
1 - DEPRESSÃO MAJOR
Esta perturbação é aquela que a
maioria das pessoas pensa quando fala em depressão: choro fácil, perda de
interesse, ganho ou perda de peso, incapacidade em adormecer ou desejar dormir
a maioria do tempo, perda de energia e iniciativa, sentimentos de culpa e de
desvalorização, incapacidade para se concentrar ou manter a atenção, sensação
que se está lento, pensamentos relacionados com a morte ou suicídio,
irritabilidade, sentimentos de vazio e sentimentos de desesperança. Muitas
vezes a pessoa não reporta sentimentos de tristeza e desvalorização, mas exibe
todos os outros sintomas da depressão (perturbação do sono, perda de desejo
sexual, perda de apetite, perda de energia) não tendo consciência do seu
sofrimento emcocional.
2 - PERTURBAÇÕES BIPOLARES
A perturbação bipolar é considerada
um desequilíbrio neuroquímico herdado geneticamente. Tem as características de
uma perturbação depressiva major mas durante períodos de tempo a pessoa
sente-se grandiosa, energética, agitada e irritada. Estes dois “pólos” de energia
e apatia, tristeza e raiva, etc. podem ir e vir em vários ciclos ao longo do
tempo.
Na perturbação ciclotímica,
apesar dos sintomas não corresponderem
bem aos da perturbação bipolar a pessoa também atravessa ciclos de falta de
energia e excesso de energia inapropriada que interferem na capacidade de
“funcionar” bem no mundo da pessoa.
3 - PERTURBAÇÃO DISTÍMICA
Com a perturbação distímica a pessoa
não sente toda a força dum episódio depressivo major onde é quase impossível
tomar acção ou fazer qualquer coisa, mas o pessimismo, a perda de energia e a
perda de esperança tornaram-se normais, e a pessoa tornou-se tão habituada a
este estado que qualquer outro lhe pareceria estranho.
O tratamento da depressão está associado desde há muito ao tratamento
psicofarmacológico exclusivo. Contudo, ao tomar medicamentos a pessoa não
pensa, e não deprime na realidade. A cura da depressão passa elaboração dos
sentimentos com a ajuda do psicoterapeuta dentro da relação estabelecida entre cliente e terapeuta.
Ninguém se consegue curar sozinho nem só com medicamentos, que são muitas vezes
necessários.
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